Hoje ao iniciar um texto sobre maternidade quase instantaneamente eu pensei na minha irmã e na minha mãe.
Esse é o segundo Dia das Mães que passamos sem o meu sobrinho aqui na Terra. Hoje ele está com o Senhor.
E eu confesso… é difícil escrever isso sem chorar.
Porque existem dores que nunca aprendem a ser pequenas. A gente só aprende a carregá-las de outra forma.
A maternidade também existe na saudade.
Ela existe nas lembranças.
Nas fotos guardadas.
Nas conversas interrompidas pelo choro.
No silêncio de alguns dias.
E no amor que continua existindo mesmo quando a presença física não está mais aqui.
Acho que às vezes as pessoas esquecem que mães de filhos anjos continuam sendo mães.
Continuam amando.
Continuam lembrando.
Continuam sentindo.
E talvez o Dia das Mães também seja sobre acolher essas mulheres com delicadeza.
Hoje, enquanto escrevo esse texto, meu coração abraça todas as mães que vivem a maternidade através da memória, da saudade e do amor eterno.
Porque existem amores que nem a ausência consegue apagar.
E para minha irmã, minha mãe que criou ele como um filho, e para todas as mães que não tem os filhos aqui presente fisicamente para abraçar.
eu queria dizer que o amor de mãe continua lindo daqui da Terra. Mesmo em meio à dor. Mesmo em meio à saudade.
E tenho certeza de que existe um pedacinho do céu olhando para vocês com amor também.
Hoje eu chorei escrevendo esse texto.
Mas talvez algumas lágrimas também sejam uma forma de amor.
Com carinho;
Alhinne

